Mais um vídeo do estágio... Espero que gostem ;)





Ilustração do poema:

As pessoas vivem numa bolha.
Eu não quero. Eu NÃO vivo numa bolha.
Eu já decidi, e rompi a minha bolha.
Eu tirei um alfinete do meu bolso e rebentei a minha bolha.
Sendo assim, a minha bolha é o mundo.

As pessoas vivem numa bolha de falsidade. Falsidade, sim.
Falsas virtudes que acreditam serem verdadeiras. Mas não são.
E as suas bolhas são feitas como um castelo de cartas, e as pessoas têm medo que, ao tirar uma carta, o seu castelo caia. E cai mesmo.
E depois já não têm bolha - coitados. A vida não é uma bolha. Nem um castelo de cartas.
A vida não é frágil.
Eu não sou frágil.
As minhas virtudes não são frágeis como um castelo de cartas. Consigo tirar 10 cartas sem fazer o meu castelo ruir. Impressionante, não é?
Não, não é. É a coisa mais simples e natural do mundo.

Tirem-me o chão, e eu flutuo.

in "Crónica de uma Mente Surrealista"

som: Twentienth Century Fox, The Doors



Estágio curricular


Aqui está o trabalho que tenho vindo a desenvolver nos últimos dois meses... Como projecto de estágio curricular decidi fazer um livro de poesia e ilustração intitulado "Crónicas de uma Mente Surrealista", se tudo correr bem em breve numa livraria perto de si... Ehehe
Já Pessoa dizia "Conheço-me e não sou eu".
Mas ele era vários; eu posso ser duas. Ou melhor, aparento ser duas.
Mas na verdade sou só uma. Ou melhor, um.
Sou um verme rastejante, que se alimenta do lixo que vai encontrando pelo caminho.

Que merda de caminho !

Sou a mais bela farsa de todas, a melhor farsa de todas - porque até engano a mim própria.
Fico cega com os meus brilhantes e purpurinas, deixo-me levar pelas mentiras a bordo de navios e assim fico, a vê-los passar.
Mas que navios luxuosos, sim!
Porque eu não me deixo enganar por pouco. É preciso o brilho ser tanto para me conseguir cegar com o reflexo do sol.
É preciso eu achar que subi tão alto - ou melhor, querer acreditar! - para depois ver que sempre andei aqui, a cem metros abaixo do chão.
Sou o pior verme de todos, pois sei o que sou.
E sei que nunca hei-de entrar num casulo e transformar-me em borboleta,
Sei que nunca vou voar.


Sem Título

Um projector colocado no centro da sala projecta a imagem captada pela câmara 1 (esquerda) com delay de 5 segundos; ao mesmo tempo, a câmara dois (direita) regista o presente e os 5 segundos do passado projectados.

Instalação na ESE de Beja